Um caso grave registrado na madrugada desta segunda-feira, por volta das 3h25, está causando revolta e muita indignação em Parauapebas. Kesley de Castro Brito, conhecido como “Nego Pança”, foi baleado na cabeça após uma confusão no pátio do posto Serra Leste 3.
Segundo testemunhas, o tiro teria sido disparado pelo guarda municipal conhecido como GM Barcelos. Horas antes, a Polícia Militar havia fechado o bar Bistrô 275. Mesmo assim, vítima e acusado continuaram bebendo no local, quando começaram a discutir. A briga acabou de forma trágica quando, ainda segundo relatos, o guarda sacou uma arma da cintura e atirou.
Quando a PM chegou ao local, a vítima ainda estava consciente e foi socorrida por uma ambulância do Hospital Municipal.
O acusado deixou o local logo após o ocorrido, tomando rumo ignorado.
O que mais revolta a população é que a Guarda Municipal de Parauapebas NÃO possui arma institucional, ou seja, os guardas não recebem armas da corporação para trabalhar nas ruas. Isso significa que, se confirmada a autoria, a arma usada não era da Guarda Municipal.
De acordo com a lei, arma pessoal registrada dá direito apenas à POSSE, ou seja, o cidadão pode manter a arma dentro de casa ou no local de trabalho, mas não pode andar armado na rua, muito menos em bar, bebendo, discutindo e se envolvendo em confusão. Porte de arma é outra coisa e exige autorização específica, o que, até o momento, não foi esclarecido se existia.
Além disso, o guarda municipal estaria fora de serviço, em momento de lazer, consumindo bebida alcoólica, o que torna o caso ainda mais grave do ponto de vista legal e disciplinar.
O episódio também chama atenção pelo histórico do agente, que já teria se envolvido em outras ocorrências parecidas em bares e, mesmo assim, teria sido colocado novamente nas ruas, levantando questionamentos sobre a atuação da Corregedoria da Guarda Municipal.







