O avanço do Pix consolidou o Brasil como o país com a menor dependência de dinheiro em espécie na América Latina. Dados da 11ª edição do Global Payments Report 2026 mostram que as cédulas representam apenas 12% do valor total das compras realizadas em pontos de venda (PDVs) no país, percentual significativamente inferior à média latino-americana, de 23%, e também abaixo da média global, que é de 14%.
O levantamento evidencia a rápida transformação do sistema de pagamentos brasileiro desde o lançamento do Pix pelo Banco Central, em 2020. Em poucos anos, a ferramenta passou a ser amplamente utilizada por consumidores, empresas e órgãos públicos, tornando as transferências instantâneas uma alternativa ao dinheiro em espécie e, em muitos casos, aos cartões.
Na comparação regional, o Brasil aparece na liderança da digitalização dos pagamentos presenciais. Em seguida vêm Chile, com 16% das transações realizadas em dinheiro, e Argentina, com 17%. Já países como Peru (30%), Colômbia (32%) e México (40%) ainda mantêm forte dependência das cédulas nas operações comerciais.
O estudo também aponta que a mudança de comportamento dos consumidores brasileiros se reflete tanto nas lojas físicas quanto no comércio eletrônico. A rapidez, a gratuidade para pessoas físicas e a disponibilidade do sistema durante 24 horas contribuíram para ampliar a adesão ao Pix, reduzindo gradativamente o uso do dinheiro vivo.
Especialistas avaliam que a tendência é de continuidade na expansão dos meios digitais de pagamento, impulsionada por novas funcionalidades, como o Pix Automático e outras soluções desenvolvidas pelo Banco Central. Apesar do avanço tecnológico, o dinheiro em espécie ainda permanece importante para parte da população e em regiões com menor acesso à infraestrutura financeira, mantendo seu papel como alternativa de pagamento no país.





